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Chesf: 4 usinas à base de biogás


Por Juliana Sampaio
Da Folha de Pernambuco
O presidente da Companhia Hidro Elétrica de Pernambuco (Chesf), João Bosco de Almeida, assinou ontem o termo de cooperação para a instalação de quatro usinas no Estado, para a geração de energia elétrica a partir da biomassa. Juntas, as plantas terão 2,4 megawatts (MW) de potência (e não 4,2 MW como foi publicado ontem), o que dá para o consumo de 20 mil residências. A ação foi aprovada em janeiro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e consiste em um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Chesf, que receberá recursos da ordem de R$ 45 milhões.

Parcerias com a empresa foram sacramentadas na reunião realizada ontem (Foto: Diego Nigro)
Do valor total de investimento, 87% serão custeados pela própria companhia e os 13% restantes virão da Secretaria de Recursos Hídricos e Energético (SRHE). O presidente da Chesf, João Bosco Almeida, ratificou a matéria-prima utilizada. “Serão três fontes: lixo (1,2 MW), vinhaça da cana-de-açúcar (1 MW) e a manipueira da mandioca (0,2 MW). Além da geração de energia, estaremos contribuindo para a preservação ambiental, pois esses são resíduos extremamente tóxicos”.
Em relação à comercialização, o secretário-executivo da SRHE, Eduardo Azevedo, disse que a pesquisa busca três elos. “Podemos nos adaptar a duas resoluções da Aneel: a de comercialização para micro e pequena geração ou para consumo de até 50 KW (kilowatt). Outra opção é vender a energia para o mercado livre”, acrescentou.
Além da Chesf e da SRHE, há outros parceiros na execução do projeto, entre os quais a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI), o Instituto Brasileiro de Engenharia, Inovação e Estratégia (Engine) e o Instituto de Tecnologia Aplicada e Inovação (ITAI).
Almeida também anunciou ontem que a plataforma solar instalada em Petrolina começa a operar no dia 1º de junho. No Sertão do São Francisco, serão geradas 2,5 MW para comercialização e outros 0,5 MW para estudos em pesquisa e tecnologia. No projeto, foram investidos R$ 44 milhões.

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