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Embarcando na onda verde, a Philips diz "haja LED"

Fonte: Reuters - 08.02.2010

Estados Unidos - Com mais de um século de existência, a Philips está mais uma vez apostando pesado em semicondutores. Desta vez, a firma de eletrônicos está tentando focar em seu potencial como fonte de luz. A produtora de uma em quatro lâmpadas no mundo, que vendeu seus negócios em semicondutores em 2006 depois de ser atingido por concorrentes asiáticos, investiu mais de quatro bilhões de euros para embarcar na onda de tecnologia limpa e defender sua posição na liderança mundial. A companhia está apostando no mercado da iluminação, longe das lâmpadas incandescentes e em direção aos diodos emissores de luz, ou Leds - talvez mais conhecidos por seu uso em luzinhas de controles remotos e outros eletrônicos.

Entre as vantagens do Led, estão a longa vida útil, a eficiência energética e o fato de que não contêm mercúrio, como as lâmpadas fluorescentes compactas (LFCs), que quando começaram a ser comercializadas nos anos 1980 foram a primeira alternativa às lâmpadas convencionais. A Philips estima que os Leds tenham representado de 6% a 8% dos 45 ou 50 bilhões de euros em vendas no ano de 2009. A companhia, que vendeu 6,5 bilhões de euros no ano com iluminação, espera que o mercado global de lâmpadas cresça para mais de 80 bilhões de euros até 2015. A União Europeia - que estão tirando do mercado as lâmpadas incandescentes antigas até um total banimento em 2012 - vê os Leds como passo crucial para redução das emissões de dióxido de carbono, porque consomem 80% menos energia e duram muito mais.

Cerca de 16 bilhões de instalações de iluminação convencional precisam ser substituídas em todo o mundo nas próximas décadas pelas luzes Led. Pesquisadores da iSuppli esperam que o mercado de Led continue a crescer apesar da crise econômica, estimando que em 2013 as vendas dos Leds no mundo cheguem a cerca de 15 bilhões de dólares. Os analistas também previnem que a competição no mercado será brutal. Os principais rivais da Philips no setor são a Osram, da Siemens, a General Electric, a Sharp, a Samsung e a Cree.

Um Led de qualidade que oferece luz confortável é muito cara. Atualmente custa cerca de 46 dólares para iluminação de mil lúmens - medição de intensidade de luz -, enquanto outros modelos, mais "frios", custam 25 dólares. Até 2015, o custo de lâmpadas Led "confortáveis" deve cair para 4 dólares por mil lúmens, contra 2 dólares dos modelos "frios", de acordo com estimativas do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Produzir globos incandescentes atualmente custa 0,29 dólar por mil lúmens. Estima-se que o custo de produção de Leds caia abaixo do das LFCs por volta de 2013, mas ainda estarão acima de uma incandescente.

Comentários

  1. Estou importando diretamente do Japão vários últimos modelos de lâmpadas LED da Sharp E26 (considerado um dos melhores e mais confiáveis do mundo) para uso domestico/comercial, inclusive modelos dimerizáveis e com controle remoto. Quer se interessar em conhecê-los melhor pode me contatar: jath@uol.com.br

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