Mundo - Na corrida pela redução de custos e melhoria dos níveis de serviço, a virtualização (processo que executa vários sistemas operacionais em um único equipamento) tem sido grande aliada das empresas. Ela é capaz de maximizar o uso da Tecnologia da Informação (TI), permitindo o provisionamento, de forma dinâmica, do volume necessário de recursos de servidor, rede e armazenamento para aplicativos.
A adoção da arquitetura tem crescido nos últimos anos. De acordo com estudo da IDC, em 2005, a migração em tempo real de aplicações entre servidores era de 27% nas empresas. Já em 2007, esse número aumentou para 63%.
Estimativa realizada pelo instituto de pesquisa Gartner aponta que a venda de desktops virtualizados irá mais do que triplicar em 2009, saltando de US$ 74,1 milhões em 2008 para US$ 298,6 milhões neste ano. A comercialização de infraestrutura para virtualização de servidores deve crescer 22,5%, ampliando de US$ 917 milhões para US$ 1,1 bilhão em 2009.
Com ferramentas e processos corretos, é possível desfrutar de uma infraestrutura de TI que suporte as exigências de negócios ao mesmo tempo em que controla os custos. Para tanto, ter um ambiente tecnológico eficiente que comporte e maximize ações de virtualização é fundamental.
Seus objetivos vão ao encontro das expectativas das empresas em tempos de instabilidade econômica: replicação de dados heterogêneos, diminuição do custo total de propriedade (TCO, da sigla em inglês), automação, migração e proteção para aumentar a continuidade do negócio e utilização geral de ativos sem interrupção de aplicativos e processos.
Por onde começar?
Consolidar e virtualizar a infraestrutura de TI é parte indispensável de qualquer iniciativa para aumentar a eficiência tecnológica. Organizações que querem trilhar esse caminho devem seguir, conforme sugere a IDC, por meio de três passos:
- Avaliar as infraestruturas de servidor, de armazenamento e de rede. Procurar oportunidades imediatas para a virtualização de servidores e de armazenamento. Considerar planos de migração para uma infraestrutura de rede convergente, como 10GbE (Gigabit Ethernet);
- Buscar plataformas de gerenciamento que agreguem mobilidade a máquinas e recursos virtuais da infraestrutura;
- Levantar o nível em que se encontra o ambiente de proteção para determinar os aplicativos mais adequados à virtualização.
Estágios de virtualização
De acordo com análise da consultoria IDC, a virtualização pode ser dividida em fases. A primeira, chamada Virtualização 1.0, dá prioridade à consolidação dinâmica, ao compartilhamento de recursos e a redução de custos. Na Virtualização 2.0, busca-se a velocidade, a mobilidade, ou seja, a capacidade de mover máquinas virtuais de um equipamento para outro sem que haja parada. Além de ter um planejamento prévio de um possível tempo de inatividade. Já a Virtualização 3.0 está relacionada, entre outros, à computação em nuvem.
Benefícios reais
Optar por ambientes virtualizados é a melhor opção para quem busca eficiência. Isso porque, ao colocar a inovação em prática é possível, por exemplo, criar centros de processamento de dados (datacenters) menores e mais eficientes e preparar toda a organização de TI para modelos de negócios, como a computação em nuvem (modelo no qual processamento, armazenamento e softwares estão em algum lugar da rede e são acessados remotamente, via internet). Além disso, é uma forma concreta de conquistar uma TI eficiente e consciente, otimizando o uso de energia.
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